Quando você pensa no Velho Oeste, vem à mente os filmes de Hollywood: homens fortes montados a cavalo e conquistando terras sem lei. Mas talvez as coisas fossem um pouco menos bonitas e românticas do que os filmes nos mostram. Na realidade, a vida no Velho Oeste era complicada. Era uma vida cheia de obstáculos, doenças e problemas de saúde. Naqueles tempos distantes, os Estados Unidos ainda não eram a grande potência que são hoje, nem o mundo havia se desenvolvido satisfatoriamente. Para satisfazer sua curiosidade, neste artigo você saberá como era realmente a vida dos habitantes do Velho Oeste, e não a bela versão dos filmes. Aproveite a leitura!
Como eram as casas de banho

Como eram as casas de banho
Quando pensamos no Velho Oeste, a primeira coisa que consideramos é o aspecto da higiene. Como eram os banheiros naquela época? Eles eram tão higiênicos quanto os banheiros modernos?
Na verdade, não: para tomar banho, era preciso enfrentar condições desfavoráveis. Os banheiros eram muito pequenos e ao ar livre, portanto não havia conforto ou privacidade. Você tinha que tomar cuidado com aranhas e outros insetos perigosos.
Hábitos alimentares
Os tempos eram outros e as pessoas não tinham o hábito de usar mesas durante as refeições. Também não se usavam talheres para comer: as mãos faziam todo o trabalho. No entanto, esses hábitos não eram muito higiênicos.

Hábitos alimentares
Além disso, os moradores do Velho Oeste não tinham recursos ou condições suficientes para lavar os pratos e outros utensílios que usavam nas refeições. Isso resultava em doenças associadas à falta de higiene e cuidado ao comer.
Limpando o bigode
No entanto, os problemas não terminavam no jantar. Quando as pessoas no Velho Oeste estavam com sede, elas iam aos bares para tomar cerveja. Até aí, tudo bem, porque ainda fazemos isso regularmente.

Limpeza do bigode
Mas, naquela época, os bares ofereciam uma alternativa bastante duvidosa para os clientes limparem a espuma da cerveja do bigode: uma toalha branca estava disponível para essa finalidade. Agora você pode imaginar como os germes e vírus circulavam.
Dentistas: ferreiros e barbeiros
As visitas ao dentista sempre foram um pesadelo na vida das pessoas. Mas os procedimentos odontológicos no Velho Oeste eram muito mais dramáticos e perigosos do que são hoje.

Dentistas, ferreiros e barbeiros
De acordo com Joan Bourke, uma historiadora britânica, as pessoas “consultavam” barbeiros e ferreiros sobre assuntos relacionados à saúde bucal. Ainda não havia especialistas em odontologia no Velho Oeste, pois a profissão de dentista só foi desenvolvida mais tarde.
Infestações de piolhos e pulgas
Hoje em dia, dormimos muito confortavelmente em nossas camas. Mas no Velho Oeste, a situação era muito diferente. Como os colchões que conhecemos hoje ainda não haviam sido desenvolvidos, as pessoas usavam feno e palha.

Infestações de piolhos e pulgas
Era um tipo de colchão rústico que servia ao seu propósito, mesmo que não fosse a opção mais higiênica. O problema é que esse tipo de material atraía insetos e causava infestações de piolhos e pulgas nas pessoas.
Moscas e mosquitos
Era muito comum ouvir moscas zumbindo ao redor dos alimentos. Como não havia geladeiras no Velho Oeste, os alimentos não podiam ser armazenados adequadamente, então tudo ficava exposto.

Moscas e mosquitos
Isso significava que os mosquitos e outros insetos estavam sempre contaminando os alimentos consumidos pelos seres humanos. Como resultado, havia mais doenças associadas à ingestão de alimentos contaminados. Também não havia tratamentos adequados para esses problemas, e os repelentes ainda não eram usados.
Quebrando dentes
Naquela época, a indústria farmacêutica ainda não havia se desenvolvido a ponto de ter medicamentos eficazes. Estamos falando do Velho Oeste, entre o final do século XIX e o início do século XX.

Quebrando dentes
Uma das drogas mais perigosas era o calomelano, que causava a produção excessiva de saliva. Isso se devia à sua alta concentração de mercúrio. Ela era usada para problemas intestinais e como laxante, mas era fatal para os dentes, que podiam até quebrar.
A sujeira da água
Desde os tempos antigos, a água tem sido o principal requisito para a sobrevivência humana em uma região. É por isso que civilizações antigas, como os maias e os incas, desenvolveram sistemas de irrigação sofisticados.

Água Sujeira
No entanto, no Velho Oeste, a água vinha de rios e córregos abertos, que geralmente estavam contaminados com fezes de animais e geravam muitas doenças. A água da chuva, coletada com baldes sujos, também não era confiável.
Água e higiene
Devido às dificuldades para obter água, as pessoas do Velho Oeste não a desperdiçavam. Era difícil conseguir água potável de boa qualidade, então as pessoas tentavam economizar o máximo possível.

Água e higiene
A água não era usada para lavar roupas ou itens de cozinha, como pratos e copos. Roupas e pratos sujos expunham os moradores do Velho Oeste a graves consequências para a saúde, como irritação da pele e problemas estomacais.
Economizando água
Também para economizar água, os moradores do Velho Oeste evitavam tomar banho. Ao contrário de hoje, quando tomamos banho diariamente, naquela época o banho era um luxo.

Economizando água
Nem sempre era possível desfrutar de um bom banho, pois a água ocasionalmente escasseava. A água quente também não estava prontamente disponível: ela tinha que ser aquecida em uma fogueira. Por esse motivo, era muito comum você ficar sem tomar banho por semanas.
Sabão feito de gordura
Você acha que é possível tomar banho adequadamente sem usar sabão? Esse produto, que hoje é comum em nosso cotidiano, era um artefato de luxo no Velho Oeste.

Sabonete líquido
De modo geral, apenas uma minoria das pessoas mais ricas usava sabonete para tomar banho, pois o produto era bastante caro. A alternativa era o sabão feito de gordura vegetal ou animal, que causava sérias irritações na pele de seus usuários, mas era um pouco mais higiênico.
Falta de informação
Além da dificuldade de obter água limpa e do alto preço do sabonete, outro fator contribuiu para que as pessoas não tomassem banho.

Nenhuma informação
É interessante notar que, no Velho Oeste, havia uma estranha crença de que tomar banho era algo negativo e poderia causar problemas de saúde. As pessoas eram mal informadas e achavam que as bactérias “entravam” no corpo durante o banho porque a pele estava aberta para recebê-las.
Um hábito terrível
Agora prepare-se, pois o que vamos revelar pode deixar você com nojo. Cuspir é um hábito antigo e às vezes necessário que ganhou um significado cultural incrível no Velho Oeste.

Um costume terrível
Em bares, bordéis, hotéis e até mesmo em bancos, as cuspideiras para os clientes eram bastante comuns. De modo geral, o costume era difundido entre homens adultos, que mascavam tabaco e depois cuspiam o muco nas escarradeiras. Sim, isso era horrível e causava doenças.
Serragem no chão
Para os leitores modernos, essa é uma situação inimaginável: você pode dormir sobre serragem. Esse material era usado no Velho Oeste para cobrir o chão e criar uma camada sobre a qual você poderia pisar.

Serragem no chão
Como os cowboys tinham o hábito de mascar tabaco com cuspe, era comum que a serragem ficasse suja após várias semanas de uso. Isso também contribuía para a disseminação de bactérias nocivas.
Outro xampu
Uma das bebidas mais comumente consumidas pelos habitantes do Velho Oeste era, sem dúvida, o uísque. Eles gostavam de seu sabor intenso e de sua força, que superava a da cerveja.

Um tipo diferente de xampu
Mas o consumo de uísque não se limitava aos frequentadores de bares, mas também durante o banho. Misturado com óleo de rícino e lavanda, o uísque era usado como xampu – um golpe devastador para os piolhos.
Banhos frios
Já mencionamos que os banhos eram raros no Velho Oeste. Não só havia escassez de água para todos, como também havia escassez de água limpa. De certa forma, era melhor evitar a água e as bactérias associadas a ela.

Banheiros frios
Além disso, os banhos quentes eram um luxo para poucos: o aquecimento da água exigia equipamentos que nem todos tinham. Os cowboys passavam meses sem tomar banho quente e tinham que enfrentar o frio no inverno.
O cheiro dos caubóis
Nossa imagem do Velho Oeste se assemelha ao que conhecemos dos filmes de Clint Eastwood. A verdade, porém, é que as coisas eram muito diferentes do que os filmes mostram.

O cheiro dos caubóis
Os cowboys não se assemelhavam aos atores de Hollywood, galopando em seus belos cavalos e seduzindo jovens apaixonadas. Como esses homens passavam muito tempo a cavalo, eles também eram acompanhados por um intenso cheiro de cavalo e um enxame de insetos.
Como eram as camas
É verdade que havia hotéis no Velho Oeste. Mas a qualidade desses lugares não chegava nem perto do que conhecemos hoje.

Como eram as camas
Quando você viajava e precisava de um lugar para dormir, geralmente ficava em quartos sujos e desorganizados. Em geral, esses eram bares que ofereciam parte de seu espaço aos viajantes, portanto, não se podia esperar muito conforto ou higiene nos quartos e camas.
Barba e bactérias
As barbas nunca saíram de moda: elas são uma tendência indiscutível entre os homens desde o Velho Oeste. Mas, como você pode imaginar, as barbas causavam alguns problemas.

Barba e bactérias
Como em muitos outros exemplos, nesse caso a higiene é um aspecto fundamental. Devido à falta de bons hábitos pessoais e de higiene no Velho Oeste, as barbas dos cowboys ficavam sujas e se tornavam verdadeiros abrigos de bactérias.
Outras doenças
A vida dos cowboys não era fácil. Havia outras doenças, causadas pela disseminação de fungos. Essas eram doenças graves que mataram muitas pessoas no Velho Oeste.

Outras doenças
Os fungos geralmente apareciam devido às altas temperaturas do verão e causavam infecções. Essas infecções eram debilitantes e agravadas pelo calor e pelo suor. Um exemplo bem conhecido é o Coccidioides, o fungo responsável por causar a febre do vale ou coccidioidomicose.
Autocura com enxofre
A autocura é uma questão que sempre esteve presente em nossas vidas. Evidências disso podem ser encontradas já no contexto do Velho Oeste, onde as pessoas consumiam uma droga interessante….

Autocura com enxofre
Acreditando que o sabor desagradável do enxofre poderia curar as doenças mais complicadas, as pessoas do Velho Oeste o consumiam. Hoje sabemos que o enxofre é perigoso e altamente tóxico para os seres humanos. Além disso, seu odor é repulsivo.
Médicos charlatães
Como já mencionamos, no Velho Oeste, os dentistas eram ferreiros e barbeiros.c Ainda não havia especialistas em áreas como odontologia e medicina. Da mesma forma, era impossível verificar se os médicos eram realmente treinados.

Médicos charlatões
Qualquer pessoa poderia simplesmente alegar ser um profissional da área e ninguém jamais saberia. Talvez por ignorância, as pessoas não pensavam em verificar as qualificações dos supostos médicos que atuavam no Velho Oeste.
Práticas questionáveis
É importante lembrar que estamos falando da transição do século XIX para o século XX. Naquela época, o Velho Oeste era uma região em sua infância. Por isso, ainda não havia consenso sobre os melhores tratamentos e práticas médicas.

Práticas questionáveis
Ainda hoje, há muitas práticas questionáveis, embora tenhamos mais pesquisas e conhecimento sobre medicina. Entretanto, no Velho Oeste, práticas questionáveis, como sangramento e remoção de partes do corpo humano, ainda eram usadas.
Purificação forte
Além dos métodos que já mencionamos, havia outras práticas interessantes. Os médicos do Velho Oeste entendiam que as doenças eram coisas que deveriam literalmente sair de nossos corpos.

Limpeza intensa
Como resultado, o uso de laxantes fortes para tratar várias complicações de saúde tem sido muito difundido. Em alguns casos, a prescrição de laxantes resultou até mesmo na morte de pacientes que procuraram atendimento médico.
Métodos de tratamento absurdos
Há mais informações interessantes sobre as práticas médicas no Velho Oeste. Como sabemos, muitos desses profissionais não eram formados em medicina. Isso resultava nas prescrições mais absurdas.

Tratamento absurdo
Um exemplo divertido foi uma receita para tratar a malária: o paciente era despido para que seu corpo “esfriasse” Para acelerar o processo, usava-se água fria. Acreditava-se que o tremor era útil no tratamento de pacientes com malária.
Dispositivos médicos não científicos
Não precisamos explicar por que o contexto do Velho Oeste deu lugar a muitos charlatões. Naquela época, as pessoas que ofereciam serviços de saúde e diziam ser médicos eram uma realidade. E que tipo de coisas elas faziam? Que instrumentos usavam?

Dispositivos médicos preditivos
Um dos dispositivos mais interessantes foi o pulsômetro, um instrumento de vidro usado para medir a pulsação. As bolhas dentro do pulsômetro indicavam a condição dos pacientes.
Tratamento com vinho
Continuando com as terapias absurdas do Velho Oeste, temos a bebida como parte de uma delas. Mas não estamos falando de tomar remédios, estamos? Vamos ser claros.

Ele trata com vinho
No Velho Oeste, era usado um método de sangramento. Quando uma pessoa doente ingeria uma sanguessuga, era recomendado beber uma taça de vinho a cada 15 minutos para matar o animal no corpo humano. Se isso não curasse, pelo menos deixava o paciente bêbado.
Cães mortos como tratamento
Não havia medicamentos. A alternativa era buscar outros tratamentos. Nos velhos tempos do Velho Oeste, o que hoje chamamos de indústria farmacêutica ainda não havia sido desenvolvido. Então, o que você fazia para curar doenças?

Cães mortos como tratamento
Um dos tratamentos mais estranhos do Velho Oeste era o uso de cães mortos para tratar artrite gotosa e reumatismo. As entranhas do cão eram removidas, outros ingredientes eram adicionados e, em seguida, o animal era assado e comido.
Limão para escorbuto
Embora houvesse pouca evidência de sua eficácia, as pessoas no Velho Oeste usavam curas naturais. Uma delas era o uso de suco de limão para tratar o escorbuto.

Limão para escorbuto
Uma doença que sempre esteve associada à realidade dos marinheiros e que, em alguns casos, era fatal. Muitos desses marinheiros sofriam de escorbuto e tinham que chupar limão como única opção para consumir vitamina C.
Falta de papel higiênico
O papel higiênico foi uma das primeiras invenções no setor de higiene pessoal. Há evidências de que seu uso começou a se espalhar na China, por volta do século VI d.C., mas o papel higiênico não era usado no Velho Oeste.

Não havia papel higiênico
Em vez disso, as pessoas se limpavam com qualquer outra coisa, como grama ou espigas de milho. Embora seja realmente um produto essencial hoje em dia, naquela época não existia papel higiênico comercial.
Muitas pessoas presentes nas operações
Você já se irritou com o fato de alguém estar observando o que você está fazendo? Bem, isso poderia ser ainda pior se você estivesse passando por uma operação ou procedimento no Velho Oeste.

A multidão presente durante a cirurgia
Essa era uma prática comum: todas as pessoas podiam se reunir para observar a operação médica. A revista American Heritage publicou um artigo interessante sobre um caso famoso de remoção de tumor. Nessa ocasião, a multidão estava presente para testemunhar a dramática operação.
Whisky para limpeza
Como mencionado anteriormente, o uísque era usado para outros fins no Velho Oeste. A bebida destilada foi importada da Escócia e da Irlanda por monges cristãos. Os americanos sabiam como descobrir seus usos.

Whisky para limpeza
O uísque não era apenas uma bebida popular para ficar bêbado, mas também era usado como desinfetante. Os médicos usavam o uísque para limpar instrumentos e utensílios antes da cirurgia, para que o álcool matasse os germes.